Entenda o que é, quais os tipos, causas e tratamentos
Nem sempre a dor nas costas vem de uma má postura momentânea ou de um esforço físico.
Em muitos casos, dor nas costas é sinal de uma alteração mais complexa, que começa ainda na infância ou adolescência e pode se agravar com o tempo: a escoliose.
Mais do que uma simples curvatura na coluna, a escoliose pode afetar a mobilidade, a função respiratória e até a autoestima de quem convive com ela.
Mas com o diagnóstico precoce e acompanhamento por um especialista em coluna, é possível viver melhor e com qualidade de vida.
O que é Escoliose?
A escoliose é uma alteração estrutural da coluna que provoca uma curvatura anormal para os lados, afetando sua posição em três dimensões.
Em vez de permanecer em posição ereta, a coluna assume um formato de “C” ou “S”, podendo também sofrer rotação de seus segmentos, o que agrava ainda mais o desalinhamento postural.
A escoliose pode se manifestar em qualquer idade, mas é mais comum na fase de crescimento, principalmente em meninas na adolescência.
Embora, muitas vezes, seja assintomática no início, a escoliose pode evoluir e causar dores, desequilíbrios musculares, fadiga e até prejuízos em órgãos internos, dependendo do grau da curvatura.
Tipos de Escoliose
A escoliose não é uma condição única. Existem diferentes tipos, com causas e características distintas. E é isso que você vai entender agora:
Escoliose idiopática É o tipo mais comum, especialmente na adolescência. A causa exata é desconhecida, mas sabe-se que pode haver influência genética. Costuma surgir por volta dos 10 anos de idade e evoluir rapidamente durante os picos de crescimento.
Escoliose congênita Presente desde o nascimento, é causada por má formação das vértebras durante o desenvolvimento fetal. Pode estar associada a outras malformações e costuma exigir um acompanhamento mais rigoroso.
Escoliose neuromuscular Relacionada a doenças que afetam os músculos e os nervos, como paralisia cerebral, distrofia muscular ou lesões medulares. Nesses casos, a curvatura tende a ser progressiva e pode comprometer severamente a postura e a função respiratória.
Escoliose degenerativa Aparece na vida adulta, especialmente após os 50 anos, como resultado do desgaste natural da coluna e das articulações. Está frequentemente associada a dor lombar, rigidez e dificuldade para caminhar ou manter-se em pé por longos períodos.
Causas e fatores de risco
A grande maioria dos casos de escoliose é idiopática, em outras palavras, sem causa conhecida.
Mas sabemos que alguns fatores de risco estão associados ao seu desenvolvimento:
- Histórico familiar que apresentou escoliose
- Crescimento acelerado na puberdade
- Doenças neuromusculares
- Má formação vertebral congênita
- Lesões traumáticas ou cirurgias na coluna
- Envelhecimento da coluna (no caso da escoliose degenerativa)
Sintomas da Escoliose
Como falamos anteriormente, a escoliose pode ser assintomática ou apresentar sinais nem sempre evidentes no início, o que reforça a importância do acompanhamento com um ortopedista especialista em coluna, especialmente durante o crescimento.
Entre os sintomas mais apresentados, citamos aqui:
- Assimetria nos ombros ou nas escápulas
- Inclinação do tronco para um dos lados
- Um lado da pelve mais elevado que o outro
- Costelas mais salientes de um lado (giba costal)
- Dor nas costas (mais comum nos adultos)
- Fadiga após permanecer em pé por muito tempo
- Dificuldade para respirar em casos mais graves
Tratamento para Escoliose
Assim como a grande maioria das condições ortopédicas, a escoliose também possui opções de tratamento que variam de acordo com a idade do paciente, tipo e grau da curvatura, presença de dor e impacto funcional.
Acompanhamento com ortopedista especialista em coluna
Em curvas leves e estáveis, principalmente em pacientes em crescimento, o médico pode apenas monitorar com consultas periódicas e exames de imagem.
Fisioterapia e exercícios posturais:
Indispensáveis para fortalecer a musculatura, melhorar o alinhamento e aliviar dores.
Uso de colete ortopédico:
Recomendado para adolescentes com curvas moderadas e em fase de crescimento, o colete ortopédico pode evitar a progressão da escoliose, embora não corrija.
Cirurgia:
Em caso de escoliose grave, com curvatura superior a 40-50 graus ou quando há comprometimento da função respiratória, dor intensa ou rápida progressão, o especialista em coluna deve indicar a cirurgia, com o objetivo de corrigir e estabilizar a coluna. Isso é feito com o uso de materiais como hastes e parafusos próprios para a coluna.
Seu especialista em coluna está na COFE
A qualquer sinal de desalinhamento postural, dor persistente nas costas ou histórico familiar de escoliose, é importante consultar um ortopedista especialista em coluna.
O acompanhamento precoce é fundamental para evitar a progressão da curvatura e indicar o tratamento certo para cada etapa da vida do paciente.
Na COFE Ortopedia Tatuapé , oferecemos um atendimento especializado e humanizado para o diagnóstico e tratamento da escoliose em todas as idades.
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